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Iluminação do Congresso terá cores variadas em alerta ao câncer de intestino

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Em apoio à campanha Março em Cores, de conscientização sobre o câncer de intestino, a cúpula da Câmara dos Deputados ficará iluminada nas cores azul e verde até o próximo dia 31

Em apoio à campanha Março em Cores, de conscientização sobre o câncer de intestino, a cúpula da Câmara dos Deputados ficará iluminada nas cores azul e verde até o próximo dia 31. Já a cúpula do Senado ganhará as cores amarelo e lilás, até o dia 24.

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, esse tipo da doença é tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

A prevenção à doença passa pela manutenção do peso corporal adequado, pela prática de atividade física e pela alimentação saudável, composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. Também é importante não fumar e não se expor ao tabagismo.

Os tumores de cólon e reto podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias).

Os principais sinais e sintomas sugestivos deste câncer são: sangramento nas fezes, massa (tumoração) abdominal, dor abdominal, perda de peso e anemia, além de mudança de hábito intestinal.

A estimativa do Inca é de 36.360 novos casos registrados no Brasil em 2018, sendo 17.380 em homens e 18.980 em mulheres.

Lançado pela Biblioteca, livro 'A Mulher Moderna' dialoga com os dias atuais

A Biblioteca do Senado lançou, no início da noite dessa quarta-feira (20), o livro A Mulher Moderna, de Josefina Álvares de Azevedo (1851–1913), primeiro volume da Coleção Escritoras do Brasil, que pretende resgatar obras de autoras do século 19 esquecidas pela história. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, leu um trecho da obra que, disse, dialoga perfeitamente com os dias de hoje.

— O texto é bastante atual e mostra que a ideia dessa coleção, iniciativa da Biblioteca, infelizmente representa a realidade da nossa sociedade. Representa o que grande parte da nossa sociedade não acredita ser possível à mulher. Mas felizmente não é a maior parte da sociedade. E felizmente essa parte menor está errada.

Segundo Ilana, a coleção deve ter cerca de 50 títulos. A ideia é lançar quatro livros por ano. O exemplar de A Mulher Moderna está sendo vendido a R$ 15 pela Livraria do Senado. O texto em PDF, gratuito, pode ser baixado aqui.

A consultora legislativa aposentada Cleide Lemos, que participou da seleção dos livros, afirmou que a coleção traz para a história do país as mulheres que viveram e escreveram no século 19.

— Josefina foi escolhida especialmente porque foi uma das maiores sufragistas daquele período. Ela defendeu com unhas, garras e dentes a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Durante toda a vida, ela pugnou pela educação de qualidade para as mulheres, pelo voto para as mulheres, pelo espaço de poder de decisão para as mulheres.

Ousadia

A coleção é bastante ousada, segundo Cleide. Para ela, muitas mulheres escreveram no século 19, e com qualidade. Mas os textos ficaram para trás. A coleção traz muitos desses livros não só para a historiografia literária, mas também para a história do país, avaliou.

— São mulheres que foram esquecidas na história. E agora o Senado traz a público essas autoras em um gesto bastante generoso de aumentar a nossa história — afirmou a consultora.

A coordenadora da Biblioteca, Mônica Rizzo, disse que a coleção é um projeto coletivo, que surgiu nos debates da Roda de Leitura, realizada mensalmente desde 2017. Ela também agradeceu, pela parceria, entre outros, ao Conselho Editorial do Senado, à Diretoria Geral, à Gráfica do Senado, à Consultoria Legislativa e a todos que participaram da iniciativa. Após o lançamento, foi realizada uma Roda de Leitura sobre o livro de Josefina Álvares de Azevedo.

Artur Hugen, com Agência Senado/Foto: Roque de Sá/AS

 

Exposição sobre fluxo migratório abre celebração do Mês da Mulher no Congresso Nacional

Sessão solene, premiações, palestra e lançamento de livro também fazem parte da programação

A Câmara dos Deputados inaugurou, na última semana, a exposição fotográfica “No Fluxo: Reflexos da Migração e Refúgios de Mulheres no Brasil”. A mostra, que marca o início da programação do Dia Internacional da Mulher no Congresso Nacional, retrata poeticamente um dos temas de enfrentamento da Defensoria Pública da União: a problemática dos fluxos migratórios atuais, com ênfase na questão feminina.

As imagens expressam trajetórias individuais de mulheres que tiveram suas vidas marcadas pela grande crise humanitária da atualidade. Por trás da diversidade das mulheres retratadas, estão suas histórias de superação de perseguições, de violências e de discriminações: são refugiadas ou migrantes que hoje vivem em segurança no Brasil, o país que as acolheu.

Os registros foram selecionados em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça. A exposição fica em cartaz até 22 de março, das 9h às 18h, no Espaço do Servidor, situado no Anexo II da Câmara.

Nesta quarta-feira (13), às 14h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, será realizado um Ato Solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, data que representa um marco nas reivindicações e lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito ao voto.

Em seguida, às 14h30, no mesmo local, ocorrerá o evento Pauta Feminina “Mais Mulheres na Política”. O projeto, cujo nome anterior era Quintas Femininas, é realizado desde 2013 pela Secretaria da Mulher da Câmara e a Procuradoria da Mulher do Senado Federal. Envolve palestras voltadas para o público em geral, com o intuito de despertar o interesse da sociedade para os principais problemas que permeiam a vida das mulheres e são de relevância para a pauta legislativa, como saúde, direitos trabalhistas, mulher e mídia, empoderamento, violência doméstica, entre outros. A edição de março de 2019 debaterá “O resultado eleitoral de 2018 e as estratégias para ampliação das candidaturas de mulheres em 2020".

Na segunda-feira 18, às 11h, no Plenário Ulysses Guimarães, haverá sessão solene em memória de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro cujo assassinato completará um ano esta semana.

Na terça-feira 19, às 10h, também no Plenário da Câmara, será realizada sessão solene para entrega da Medalha Mietta Santiago. Concedida pela Secretaria da Mulher e pela Presidência da Câmara dos Deputados, a insígnia é voltada para pessoas, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civil ou militar, nacional ou estrangeiro, por iniciativa relevante à nação brasileira relacionada aos direitos das mulheres. 

As agraciadas deste ano serão: Debora Foguel, doutora em bioquímica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a cientista Gabriela Barreto Lemos; a vereadora assassinada Marielle Franco; a professora do Distrito Federal Gina Vieira Ponte, idealizadora do Projeto Mulheres Inspiradoras, e a médica Beatriz Bohrer de Amaral, que realiza trabalho de promoção da saúde da mulher, no diagnóstico precoce do câncer de mama e da osteoporose. 

Na quarta-feira 20, às 17h30, na Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, no Senado Federal, haverá o lançamento dos volumes 1 e 2 da Coleção das Escritoras do Brasil.

Já na segunda-feira 25, no Espaço Ivandro Cunha Lima do Senado Federal, localizado no Edifício Principal, será inaugurada a exposição dos indicadores de Gênero e Raça. A mostra poderá ser conferida até o dia 5 de abril, das 9h às 18h.

Para encerrar as comemorações do Mês da Mulher, na terça-feira 26 de março, às 10h, no Plenário do Senado Federal, será realizada a cerimônia de entrega do Prêmio Bertha Lutz. Trata-se de um reconhecimento da Casa legislativa às pessoas que se destacaram na defesa dos direitos da mulher e das questões de igualdade de gênero.

Os eventos são promovidos pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e apoio da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Para mais informações sobre a programação especial acesse a página da Secretaria da Mulher.

Na foto  abaixo: Maria Helena Freitas, chefe do Serviço de Processamento de Artigos de Revistas; a Consultatora aposentada Cleide Lemos; Mônica Rizzo, coord. Da Biblioteca; Ilana Trombka, diretora-geral e Luiz Fernando Bandeira, secretário-geral da Mesa