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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli

(Brasília-DF, 17-12-2019), A pressão sobre a Operação Lava Jato feita pelo mundo político e por quem é investigado não para. O último episódio foi a declaração do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de que a Lava Jato “destruiu empresas”.

Essa é uma tese que circula há tempos entre quem quer colocar freios no combate à corrupção. A lógica é a seguinte: pode até ser bom combater a corrupção, mas há efeitos colaterais perversos que os defensores da Lava Jato querem esconder. Veja a frase do ministro:

“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos.”

Em seu editorial de hoje, a Gazeta do Povo mostra de onde vem o argumento: 
???????O que "destrói empresas" não é a Lava-Jato, mas a corrupção
“Não chega a ser um argumento novo. Já foi usado pela ex-presidente Dilma Rousseff e por vários de seus ministros, que jogaram nas costas da Lava Jato até mesmo a culpa pela pior recessão da história do país. Em julho de 2015, durante reunião ministerial, Dilma afirmou que a Lava Jato havia reduzido o Produto Interno Bruto nacional em 1% – o que equivaleria a pouco mais de R$ 50 bilhões, em valores da época. No mês seguinte, em audiência na Câmara dos Deputados, Aloizio Mercadante, então ministro-chefe da Casa Civil, falou em um impacto de até 3,5% do PIB, citando estudos feitos por consultorias. Este impacto consistiria especialmente na redução de investimentos, seja da Petrobras, seja de todas as empreiteiras envolvidas no esquema desvendado pela Lava Jato.”
Sim, a ideia de que a Lava Jato é ruim para a economia vem sendo propagada pelo PT há muito tempo. E ela esconde o fato real: quem destrói empresas é a corrupção. Veja o que a Gazeta pensa:
“Não é a Lava Jato que destrói empresas, mas a opção de seus donos pela corrupção, punida com a correta aplicação de uma lei devidamente aprovada pelo Congresso Nacional. Pode-se questionar se a estratégia de castigar também as empresas, quando elas estão implicadas em escândalos de corrupção, é razoável. Mas, se uma companhia colabora, por meio de seus donos e executivos, para defraudar o governo, nada mais natural que essa empresa sofra as sanções previstas na legislação, como multas e a declaração de inidoneidade, que a impede de celebrar novos contratos com o poder público – foi o que ocorreu, por exemplo, com a alemã Siemens, condenada a pagar pesadas multas em seu país de origem por um esquema descoberto em 2007 e que ficou proibida de participar de licitações do Banco Europeu de Investimentos até 2014.”

Ou seja, em outros países empresas também são punidas quando se envolvem com a corrupção. A questão é que esquemas como o petrolão não são comuns em países como Estados Unidos e Alemanha.

Essa visão clara sobre o papel da Lava Jato e a necessidade de se combater com afinco a corrupção é parte das convicções editoriais da Gazeta do Povo. A proposta da Gazeta é fazer um jornalismo com transparência, calcado em valores que andam esquecidos no Brasil e com um compromisso inegociável com nossos assinantes.
Queremos provar para você que a fonte das notícias que você lê faz diferença. Se você se interessa pelo que acontece no país e quer uma fonte de informação confiável e que não se rende a argumentos falsos como esse criado pelo PT, preparamos uma oferta especial para você nos conhecer melhor. 

Fonte: Gazeta do Povo//Foto: TSF/Divulgação

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