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Embratur prega união para que insegurança não afete turismo

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Presidente do Instituto acha que todos os setores têm que ajudar a enfrentar o problema

O presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Vinicius Lummertz, pediu nesta terça-feira (1) uma união de todos os setores envolvidos com segurança, economia e social para um enfrentamento forte à onda de insegurança que vem se presentando na cidade do Rio de Janeiro, um dos principais portões de entrada de turistas estrangeiros no País.

"Houve um aporte muito grande de recursos para dotar a cidade de melhorias na infraestrutura, tanto por parte dos governos (federal, estadual e municipal) quanto da inciativa privada. Nos Jogos Olímpicos, aqui era o lugar mais feliz do mundo. Não temos o direito de deixar morrer esse legado. Temos que atacar firme o problema da segurança, agregar soluções na área social, para que haja uma reação na economia, o que aqui significa turismo", resumiu Lummertz.

Ele participava de um evento no Rio, juntamente com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen; o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; o diretor de operações do Comitê Rio 2016, general Marco Aurélio Vieira; e o secretário de Urbanismo da prefeitura do Rio, Indio da Costa, organizado pela revista Voto.

O tema do debate era a situação da segurança no Rio de Janeiro, que além de provocar uma série sem precedentes de mortes, roubos e ações criminosas de todas as espécies, vem contribuindo para enfraquecer ainda mais a economia do estado e da cidade, afastando o turista. O governo está reagindo e desde a semana passada, assim como foi feito durante os grandes eventos dos últimos anos (Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos, entre outros), mais de 10 mil homens das Forças Armadas participam do policiamento ostensivo da cidade, somando-se ao efetivo das polícias miliar, civil e municipal.

Lembrando que em dez anos a cidade que tinha 30 mil leitos de hotel disponíveis e que hoje tem 60 mil, Lummertz enfatizou que para que a economia da cidade seja realmente fortalecida, é preciso um esforço para manter os níveis de ocupação bem mais elevados. "Se o Rio de Janeiro é responsável pela entrada de mais de U$ 2 bilhões, anualmente, poderíamos ter o dobro ou até o triplo disso, em poucos anos. Mas, além de investir mais em promoção, o que poderá ser feito com a transformação da Embratur em agência, é preciso enfrentar o problema da segurança de frente e com união e mais comunicação entre as forças envolvidas", resumiu o presidente.

Artur Hugen, com informações da Embratur/Foto:Embratur/Divulgação