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Campanha nacional de multivacinação começou nesta segunda para crianças e adolescentes

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A proposta mais importante é a revisão e atualização das cadernetas de vacinação

Começou, nesta segunda-feira (11), a Campanha Nacional de Multivacinação, que vai ter como alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A ação ocorre até o dia 22 de setembro. A campanha tem como principal objetivo a revisão e a atualização das cadernetas de vacinação.

No Rio Grande do Sul, mais de 2 milhões de pessoas fazem parte dessa faixa etária. Como a imunização será seletiva apenas para quem está com alguma dose pendente, não se trabalha com meta de cobertura. No dia 16 de setembro, a mobilização terá o seu Dia D, com a abertura extraordinária dos postos de Saúde para a aplicação das vacinas.

O Calendário Nacional de Vacinação prevê 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes. Por isso, a orientação da Secretaria da Saúde (SES) é que toda a população-alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação. Dessa forma, os profissionais avaliam se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas para completar o esquema vacinal. Somente com todas as doses é possível garantir a máxima eficácia de proteção contra as doenças. Além disso, a estratégia visa a melhorar as coberturas vacinais e, assim, manter controladas, eliminadas ou erradicadas as doenças imunopreveníveis no Brasil.

Sobre a vacinação da pólio, que é uma das incluídas na estratégia, a SES informa que não ocorre de forma indiscriminada para todas crianças menores de cinco anos. Ela estará disponível nas suas duas apresentações. A injetável deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade. Além dela, a criança necessita de outras duas doses de reforço, aos 15 meses e aos quatro anos de idade. Essas doses são feitas com a versão oral (gotinhas). 

Vacinas para crianças menores de sete anos de idade

BCG (tuberculose)
Dose única ao nascer. Disponível para crianças menores de cinco anos não vacinadas.

Hepatite B
Administrar uma dose ao nascer, podendo ser administrada até um mês de idade em crianças não vacinadas. Para a criança maior de um mês de idade não vacinada, agendar a vacina penta para os dois meses de idade.

Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite)

Criança de dois meses a menor de sete anos de idade (seis anos, 11 meses e 29 dias) deverá iniciar e concluir o esquema básico com a vacina.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses
3ª dose aos seis meses

Vacina Inativada Poliomielite (VIP) - injetável
Criança a partir de dois meses de idade a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber três doses da vacina com intervalo de dois meses entre elas.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses
3ª dose aos seis meses

Vacina Oral Poliomielite (VOP) - gotinhas

Criança a partir dos 15 meses a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber:
- 1º reforço aos 15 meses;
- 2º reforço aos quatro anos.

Rotavírus

Criança com idade de um mês e 15 dias a três meses e 15 dias pode receber a primeira dose. Criança com idade de três meses e 15 dias a sete meses e 29 dias pode receber a segunda dose da vacina.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses

Pneumocócica 10 valente

Criança a partir dos dois meses de idade deve receber duas doses da vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
Criança que iniciou o esquema básico após seis meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e completar o esquema até os 12 meses de idade. O reforço deve ser administrado após 12 meses de idade, preferencialmente, com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose. Nesta situação, administrar a dose de reforço até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
Criança entre um e quatro anos de idade com esquema completo de duas ou três doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço.
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Meningocócica C conjugada

Criança a partir dos três meses de idade deve receber duas doses da vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias.
Criança que iniciou o esquema após cinco meses de idade deve completá-lo até 12 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose.
Criança entre um ano a quatro anos de idade com esquema completo de duas doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço.
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Febre amarela

Criança a partir de nove meses de idade, residente ou viajante das áreas com recomendação de vacinação ou com recomendação temporária de vacinação, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Criança indígena, independente da área onde reside, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Particularidades devem ser atendidas conforme Nota Informativa 94/2017.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

Criança deve receber a primeira dose da vacina aos 12 meses de idade e agendar para os 15 meses de idade a tetra viral ou tríplice viral mais varicela (atenuada), conforme a disponibilidade da vacina.
Manter intervalo mínimo de 30 dias entre as doses para as crianças que chegarem aos serviços após 14 meses de idade.
Criança maior de 15 meses de idade sem nenhuma dose deve receber a primeira dose e agendar a segunda, obedecendo o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada)

Criança deverá receber uma dose da vacina tetra viral entre 15 meses e quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) desde que já tenha recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.
Na indisponibilidade da vacina tetra viral, administrar simultaneamente a segunda dose de tríplice viral e uma dose de vacina varicela (atenuada).

DTP (difteria, tétano e coqueluche)

Criança a partir dos 15 meses de idade a menor de sete anos de idade (seis anos, 11 meses e 29 dias) deve receber dois reforços:
- 1º reforço aos 15 meses;
- 2º reforço aos quatro anos.
Criança a partir de 15 meses e menor de sete anos de idade, sem dose de reforço, administrar o primeiro reforço, e agendar o segundo reforço. Atentar para o intervalo de seis meses entre as doses.
Criança com seis anos sem nenhuma dose de reforço, administrar o primeiro reforço. Na impossibilidade de manter o intervalo de seis meses entre as doses de reforço, agendar para 10 anos após esse primeiro reforço. Nesse caso, essas crianças ficam liberadas do segundo reforço da DTP.
Na indisponibilidade da vacina DTP, como reforço administrar a vacina penta.

Hepatite A

Criança de 15 meses a 23 meses de idade devem receber uma dose da vacina.
Crianças de dois anos a quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) devem receber uma dose da vacina caso tenham perdido a oportunidade de serem vacinadas anteriormente.

Varicela

Criança indígena deve receber uma dose aos quatro anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a dose de tetra viral aos 15 meses.

Vacinas para crianças a partir dos sete anos e adolescentes menores de 15 anos de idade

Hepatite B

Criança e adolescente não vacinada com a vacina hepatite B ou com a penta e adolescente sem comprovação vacinal:
- Deve receber três doses da vacina hepatite B com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (zero, um e seis meses).
Criança e adolescente com esquema vacinal incompleto:
- Não necessita reiniciar o esquema, apenas completá-lo conforme situação encontrada.
Gestante adolescente não vacinada ou com esquema incompleto deve ser vacinada com a vacina hepatite B de acordo com a situação vacinal, iniciando, ou completando o esquema. A vacina pode ser administrada a partir da comprovação da gravidez, em qualquer idade gestacional.

Febre amarela

Criança ou adolescentes a partir de sete anos de idade, residente ou viajante das áreas com recomendação de vacinação ou com recomendação temporária de vacinação, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Criança ou adolescente indígena, a partir de sete anos de idade, independente da área onde reside, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Particularidades devem ser atendidas conforme Nota Informativa 94/2017.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 

Criança ou adolescente que comprovar duas doses da vacina tríplice viral ou duas doses de tetra viral ou uma dose de tríplice viral + uma de tetra viral deve ser considerado vacinado.
Criança ou adolescente não vacinado ou com esquema incompleto, deve ser vacinado com a vacina tríplice viral conforme situação encontrada, considerando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Esta vacina é contraindicada para gestantes.

Vacina dT (difteria e tétano)

Criança a partir de sete anos de idade ou adolescente não vacinado ou sem comprovação vacinal para difteria e tétano, administrar três doses com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias.
Criança ou adolescente com esquema incompleto para difteria e tétano, completar esquema de três doses, considerando as doses anteriores, com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias.
Na gestante, a vacina dupla adulto (dT) pode ser administrada a partir da comprovação da gravidez, em qualquer período gestacional. Completar o esquema vacinal, preferencialmente até 20 dias antes da data provável do parto.
Verificar o período da gestação e indicação da vacina dTpa, considerando que toda gestante deve receber pelo menos uma dose de dTpa durante a gestação.

Tríplice Bacteriana Adulto - dTpa (difteria, tétano e coqueluche)

Gestante a partir da vigésima semana (20a), preferencialmente, administrar a vacina dTpa até 20 dias antes da data provável do parto, considerando o histórico vacinal de difteria, tétano (dT).
Para aquelas que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, administrar uma dose de dTpa no puerpério, o mais precocemente possível.

Meningocócica C conjugada

Adolescente de 12 a 13 anos, administrar dose única.

HPV
Sexo feminino

Nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias) de idade, administrar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (zero e seis meses).
Esta vacina está contraindicada para GESTANTE.
Meninas que receberam a D1 e não completaram o esquema vacinal, mesmo após o período de seis meses, devem receber a D2 .
Meninas que receberam a D2 com menos de seis meses após terem recebido a D1, devem receber uma terceira dose para completar o esquema, visto que a resposta imune está comprometida pelo espaço de tempo entre a primeira e a segunda dose.
Não administrar D1 para adolescentes maiores de 14 anos, 11 meses e 29 dias (15 anos). Para meninas a partir 15 anos, só deverá ser completado esquema vacinal (D2).
Meninas que já completaram o esquema vacinal com a vacina bivalente não devem ser revacinadas.
Nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias), vivendo com HIV/Aids, transplantadas e oncológicas em uso de quimioterapia e radioterapia, administrar três doses com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda dose e seis meses entre a primeira e a terceira dose (esquema zero, dois e seis meses). Para a vacinação desse grupo, mantém-se a necessidade de prescrição médica.

Sexo masculino

Nos adolescentes de 11 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias) de idade, administrar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
Meninos que receberam a D1 e não completaram o esquema vacinal, mesmo após o período de seis meses, devem receber a D2.
Meninos que receberam a D2 com menos de seis meses após terem recebido a D1, devem receber uma terceira dose para completar o esquema, visto que a resposta imune está comprometida pelo espaço de tempo entre a primeira e a segunda dose.
Não administrar D1 para meninos maiores de 14 anos, 11 meses e 29 dias (15 anos). 
Para meninos a partir de 15 anos, só deverá ser completado esquema vacinal (D2).
Nos meninos de nove anos e nos adolescentes de 10 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias), vivendo com HIV/Aids, transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia, administrar três doses com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda dose e seis meses entre a primeira e a terceira dose (esquema zero, dois e seis meses). Para a vacinação desse grupo, mantém-se a necessidade de prescrição médica.

Varicela

Criança ou adolescente indígena a partir dos cinco anos de idade não vacinado ou sem comprovação vacinal deve receber uma dose ou duas doses de vacina varicela (atenuada) a depender do laboratório produtor.

Artur Hugen, com informações do GRS/Imagem:Claudio Fachel/ Divulgação