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ARTIGO - Hauly comemora chegada de Macri ao comando da Argentina

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Deputado Hauly tem opinião clara sobre o futuro da América Latina( foto: assessoria)

 

O conservador Mauricio Macri, da coligação Cambiemos (Mudemos), venceu o esquerdista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, apoiada pela presidente argentina Cristina Kirchner. Ele pôs fim, assim, a 12 anos de regime kirchnerista e abriu uma fenda no bloco “bolivariano” – Venezuela, Brasil, Equador e Bolívia são os que restaram. Esse bloco se pauta pelo intervencionismo estatal na economia, controle do Judiciário e do Legislativo, manipulação de índices oficiais, cerco à imprensa e intimidação dos opositores. E a utilização inescrupulosa do estado em benefício de seu projeto de poder.

Macri fez 51,4% dos votos contra 48,6% de Scioli, praticamente a mesma diferença porcentual de Dilma em relação ao tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição do ano passado. A petista venceu por causa do uso criminoso da gigantesca máquina e de recursos públicos, das ameaças aos beneficiários de programas sociais e da manipulação de informações, que escamoteou o agravamento da crise econômica. Venceu à custa do erário, que arrasou para obter seu intento. O peronismo tentou o mesmo nesta eleição, mas já havia esvaziado os cofres públicos e esgotado seu poder de manipulação. O kirchnerismo foi banido; o petismo agoniza em praça pública e a cada dia seu estado se agrava – assim como o do Brasil.

Macri representa a renovação não só para a Argentina, mas para a América Latina, que necessita de políticos com mentalidade moderna. E o modernismo na política é considerar o governo como indutor e não controlador do crescimento econômico; respeitador das garantias individuais, sobretudo de expressão e organização, e submisso ao estado democrático de direito – comportamento que Venezuela, Equador e Bolívia têm afrontado ostensivamente e o governo petista se esforçou ao máximo para adotar. Aqui, felizmente, as instituições têm sido mais fortes que a voracidade do petismo pela concentração de poder e dinheiro.

A Argentina vira uma página de sua história, permeada de grandes conquistas e tragédias coletivas, que culminaram, após o doloroso e nefasto regime militar (1976-83), com os governos dos Kirchner – primeiro Néstor, depois Cristina. O casal foi responsável por lançar o país a um descalabro econômico e administrativo e de tentar impor, a ferro e fogo, seu poder sobre os demais poderes e a consciência da Nação. E de enriquecer – e aos familiares e amigos - à custa do estado.

Enriquecer... eis o procedimento padrão dos líderes dos países “bolivarianos”!

Ao participar da abertura da 7ª Conferência Latino-Americana e do Caribe em Ciências Sociais, em Bogotá, em 11 de novembro, Lula afirmou sentir “um cheiro de retrocesso na América Latina”. Ele se referia ao crescimento da candidatura de Macri, ao enfraquecimento político do venezuelano Nicolás Maduro – que, salvo fraude estrondosa, será derrotado nas eleições legislativas de dezembro – e à crescente rejeição de sua criatura Dilma, ameaçada nas frentes política e jurídica de ter o mandato abreviado.

O que Lula considera “retrocesso” é a modernidade – pois nada mais retrógrado do que a corrupção, o poder tirânico dos governantes, o cerceamento à sociedade. Esta é a essência do bolivarianismo e do petismo.

Bons ares nos vêm do Sul. E que esses ares nos contagiem e se expandam por todo o continente.

 

Por Luiz Carlos Hauly

 

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